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domingo, 10 de julho de 2011

O Brasil que não quer ser ajudado.

Desde o evento da Magrela no ano passado e do meu resgate mal sucedido aqui no prédio, eu decidi que precisava fazer alguma coisa à respeito da causa animal à não ser me condoer e reclamar. Afinal, se desejamos ver algo modificado devemos nos empenhar em provocar/produzir essa mudança, passividade nunca tirou, nem vai tirar, nada nem ninguém do lugar.

Qual não foi meu choque ao descobrir que tentar ajudar em mutirões de castração em SP se tornaria uma saga praticamente impossível! As ONGs não respondem e-mails à não ser após muita insistência ou envio para e-mails pessoais conseguidos por vias indiretas, não passam endereço correto (no único que eu consegui ir, eu encontrei o endereço certo na net depois de ver q com o endereço q haviam me passado eu não achava em mapa nenhum), quando finalmente respondem um e-mail, e é só UM e-mail q vc terá então faça bom uso, não confirmam horário, local de encontro, telefone celular nem nada, de novo, só com muito custo. As ONGs q tive contato via e-mail até hj foram "No caminho da paz", a pior disparado e a "Reino das Patas", melhorzinha, mas é isso mesmo INHA.

E hj o mais deprimente contato de todos com a Estimacão, no qual aparecemos por engano, eu não consigo imaginar pra onde o suposto contato da "No caminho da paz" achou q eu iria pra Pirituba, mas como ele não respondeu meu e-mail pedindo o cel dele, eu não tive como ligar pra corrigir e quem sabe até ter ido ajudar. Pior, ficamos sabendo que seria um dia leve pra eles que normalmente castram 200-250 animais e hoje seriam só 100, logo poderia ser a perfeita oportunidade pra nos ensinar, pegar nossos contatos e nos chamar numa próxima oportunidade, certo? Errado. Fomos mandados embora, sequer convidados a observar o trabalho. Óbvio q voluntários novatos que aparecem inesperadamente podem atrapalhar uma operação azeitada, mas poxa, será q não estava evidente q aqueles 4 patetas que se deslocaram da zona sul pros confins de Pirituba num domingo às 7:30 da manhã estão na pilha de ajudar? Frustrante.

Eu vejo ONGs com outros trabalhos sérios e funcionando ao meu redor, tenho uma amiga q trabalha com o pessoal do Bicho no Parque q tem excelente experiências, tem o pessoal do Adote um Gatinho de tamanha transparência que eu efetivamente vi minhas doações pro inverno nas fotos. Agora me causa espanto e preocupação q qdo tem o dedo da prefeitura custeando essas operações miraculosamente eles virem tão difíceis de fazer parte, não digo q existe algo de errado acontecendo, mas não pudemos deixar de considerar isso hj.

Sai de um estado de espirito muito up, por ter conseguido carregar mais três pessoas comigo pra fazer esse trabalho pra completa descrença. Tentarei outras ONGs, mas não posso dizer q estou esperançosa.

domingo, 27 de março de 2011

Big Love Finale

Eu gostei bastante das cinco temporadas de Big Love, não posso dizer que foi uma série q eu aguardava ansiosamente, mas pra mim a situação inusitada q ela apresentava (um casamento poligâmo numa era moderna regido por conceitos antiguados - sim, doideira completa) era fascinante.

SPOILER ALERT

Estava lendo os reviews de outros sites, muitos deles odeiam o Bill, o viam como uma figura opressora na vida das esposas e com certeza pessoas movidas por grandes convicções podem ser míopes, difíceis de conviver, forçando seu ponto de vista e às vezes machucando aqueles que amam por acreditar numa causa maior que o presente e o agora, mas daí até eu nunca entendi o personagem de outra forma, o q eu achava mais maravilhoso era a forma silenciosa embora convicta com a qual a Barb representava uma mulher religiosa moderna que foi em busca de outra igreja (não ficando na do marido) pq ela entendia que as mulheres tb tinham uma conexão direta com Deus e direito ao "priesthood" (realmente não sei como é isso em português). Também achava genial como o ponto da Margene sempre foi mais emocional e humano do que religioso e como por fim, a Nicki conseguia ser a criatura mais desprezível de todas, destruindo, julgando, escondendo, criticando e sendo pura e simplesmente egoísta em todas as instâncias imagináveis, chegando ao pto de ser possível prever as falas de uma pessoa tão podre por dentro e inacreditavelmente, supostamente, a mais devota e "by the book" das 3, criada dentro do princípio (se é isso q o princípio faz com uma pessoa eu passo).

Eu achei que a série dava espaço pra, mesmo que ainda de forma caricata, representar de forma justa poligâmos. Era bom pq msm q na execução Bill falhasse, a intenção real era de q todos tivessem liberdade e eu apreciava a dinâmica apesar de ser obrigada a concordar que elas, infelizmente, me pareceram realmente mais felizes sem ele, pq ele tinha realmente um senso extraordinariamente elevado de auto-importância e nunca estava satisfeito em simplesmente ser, existir e acima de tudo realmente respeitar as diferenças. Dei incontáveis risadas quando o homossexualismo do Albi era duramente criticado e visto como uma abominação pelos mesmos personagens que pelos olhos da sociedade tb eram visto como abomináveis. Será q o povo "don't get it" q se somos todos abomináveis em algum aspecto no olhar do outro no fundo, no fundo somos então todos normais, pq ser abominável é NORMAL, logo não tem o q ser discutido?

Fiquei muito preocupada quando vi a Barb desistir do batismo, embora tenha compreendido o sentimento dela e fiquei muito triste que o Bill teve q morrer pra reconhecer que sim, as mulheres tb tem direito de se relacionar com Deus sem ser através de um homem (a.k.a padres, sacerdotes, afins - não q eu ligue, mas aparentemente esse é um tópico de discussão nas igrejas). De qq forma, achei fácil demais pros escritores matarem o Bill, realmente ele merecia tempo pra ponderação, esse cara precisava ir pra cadeia passar um tempo por lá pra ver se algumas fichas caiam, em eterno movimento, me parece q ele não parava muito para contemplar, contudo a forma como ele foi morto realmente foi simbólica. Dentro de todo aquele gigante caos q ele atraia foi o microcosmo, não atendido, passado despercebido q mostrou seu peso e ele é morto pelo vizinho por arrumar a grama q havia estragado com sua campanha política quase 6 meses atrás, irônico. Alguns entendem q isso fez dele um mártir, eu entendo q isso era esperado. Chamando atenção o suficiente vc acaba conquistando um ou dois loucos.

Na soma das partes foi uma boa série, muito melhor pra quem gosta de exercitar o "e se", o pensar fora da caixa, fora dos próprios padrões e até msm pra reconhecermos em nós algumas das características daqueles personagens e pesarmos quem somos e o peso do que fazemos sobre quem amamos. Causa contemplação.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Receita 1 - Omelete de Legumes e queijo minas padrão

Bom, uma hora eu tinha q começar e msm com a doideira dos últimos dias de arrumar o maleiro, instalar a máquina de lavar louça e arrumar os armários da cozinha eu decidi q agora seria uma hora tão incoveniente qto qq outra pra começar.

Como dito antes, isso aqui é Under Chef for Dummies então não esperem nada muito sofisticado além de omeletes, wraps, macarronadas, pizzas de frigideira e batatas de microondas.

Tipo: Omelete

Ingredientes: 2 ovos, um pouco de pasta de alho, azeite de oliva, sal, queijo minas padrão (não o branquinho) e seleta congelada de legumes de milho, vagem, ervilha, cenoura e pimentão vermelho e amarelo.

Nº de utensílios utilizados para cozinhar e comer: 1 frigideira, 1 colher de sopa, 2 garfos (mas vc pode reaproveitar o garfo q usou pra bater os ovos), 1 prato e 1 tigelinha pra bater os ovos.

Tempo: 20 mins

Gosto: nesse momento queimado, mas eu acho q é pq minhas frigideiras precisam de um upgrade e o teflon não tá assim aquela coisa.

Pto-negativo: vc não aquece a frigideira, joga um pouco de azeite e na sequência um pouco de alho e NADA acontece... o alho explode pipocando, acho q tb preciso de uma tampa.

Pto-positivo: minha idéia de tascar os legumes na frigideira pra descongelar e comer funciona (isso é ótimo pq o tempo e a organização pra lembrar que eu queria descongelá-los seriam ptos negativos nessa experiência)

Modo de preparo: Ligue o fogão (eu só conheço um tp de fogo e ele é alto), coloque a frigideira, jogue um fio de azeite e dê uma apertada na embalagem de alho em pasta, eu estimo que tenha ido uma colher de café. Na sequência jogue um tanto dos legumes congelados que você esteja com vontade de comer, enquanto vc mexe de vez em quando os legumes (quebrando bolotas de legumes grudados congelados se houverem) vc quebra e bate os ovos na tigelinha e adiciona uns pedaços do queijo minas padrão cortados com a mão(cortar em cubinhos é viadagem de quem tem tempo), adicione uma pitada de sal na frigideira e nos ovos, nesse meio tempo seus legumes já devem estar bons, despeje os ovos com o queijo sobre eles e se vc tiver uma tampa e seu teflon for bom ajuda na hora de virar o omelete. Pra mim 2 ovos foi demais, da próxima vez faço com 1 só.

Se você é algum demente seguindo essas receitas pra incapazes culinários como eu, ou um capaz q quer rir da incapacidade alheia e tentou em casa essa receita, me mande os resultados!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Natura - ética? #fail

Já deixo claro logo no começo deste post que minha queixa, legalmente, segundo a Natura (ainda irei checar com o Procon) não tem valia, no entanto meu questionamento não é legal, é ético e moral.

As empresas hoje em dia adoram dizer que não só possuem qualidade, como são ecologicamente corretas e também éticas nos seus relacionamentos, nesse caso eu diria, como o Azaghal, ou não.

Comprei da Natura em janeiro de 2010 duas barras hidratantes de cacau no último ciclo de vendas do produto pela internet, acho que era a segunda vez que comprava Natura pela internet e com certeza já havia comprado perecíveis pela net (Pão de Açucar é um EXEMPLO de serviço). Em geral, o tal produto tem 2 anos de validade e na maior inocência e burrice da minha parte quando recebi a encomenda não parei para checar as datas de validade, afinal eles não iam me mandar o produto com vencimento próximo, correto? INCORRETO.

Eles me mandaram o produto com vencimento em julho/2010, exatamente 6 meses cravados do limite mínimo legal (segundo a Natura), dentro do qual a empresa pode enviar um produto para o consumidor. Eu perguntei se eu havia concordado ou sido informada sobre essa condição no momento da compra e enrolação vai, enrolação vem, a real é que eu não sou informada ou sequer questionada se eu aceito esse prazo. Veja bem, o sistema é eletrônico, eles poderiam incluir a data de vencimento, mas isso daria muito trabalho, ou eles poderiam me avisar que talvez os produtos sejam enviados com vencimento dentro de 6 meses, mas isso poderia fazer com que eu mudasse de idéia em relação a minha compra, então a Natura entende que a forma correta de tratar o seu consumidor é mandar assim mesmo e se alguém reclamar aí a gente troca (por que sim, se eu tivesse reclamado em 7 dias úteis eles teriam trocado - segundo me disseram - , o que é intrigante se eles não estão fazendo nada de errado ou questionável).

Sabe qual foi o MEU problema? Além de credulidade e confiança cretina? Que eu só fui usar meu produto em setembro (!) de 2010. Aí vocês perguntam: "Mas nossa Érica por que só tanto tempo depois?" Por que sendo o último ciclo de vendas de um produto o esquema é compre agora ou fique sem para sempre e como eu gostava demais do hidratante (que ironicamente nunca vou chegar a usar) estoquei comprando logo duas barras que só iriam ser abertas quando eu terminasse a que estava em uso as quais eu esperava ter DOIS ANOS para usar.

Acionei a Natura duas vezes em 2010 em outubro e dezembro, eles me mandaram falar com o submarino, me ignoraram e só agora em fevereiro de 2011 (depois de acioná-los via twitter e viva o "Não é uma Brastemp") me deram a resposta que eu divido aqui com vocês. Vamos supor que eu estivesse dentro do prazo para reclamar, mesmo assim meu problema teria levado 5 MESES para ser resolvido, é mole?

Agora me digam, é com esse tipo de empresa que vocês gostariam de manter negócios?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Review: Still Missing - Chevy Steven

Achei o mais tocante do meu streak sobre livros de sequestro e cativeiro de mulheres, foi tb o único escrito em 1ª pessoa, narrado como se fossem as sessões dela com uma terapeuta, mas só a parte do diálogo da personagem principal.

Chorei, coisa q nenhum dos outros conseguiu, mas não talvez nos momentos "esperados" a personagem é uma mulher forte, inteligente e o humor dela é ácido e NEGRO, lógico que eu tive que me relacionar. Eu efetivamente me peguei rindo pelas coisas medonhas q ela disse q eu total me veria dizendo numa situação como aquela, esse humor q os outros não entendem me agradou muito, mas o que me fez chorar foi a lucidez e clareza de raciocínio da própria loucura, fragilidade e devastação que tudo o q ela passou deixa nela e como ela está num momento onde ABSOLUTAMENTE ninguém pode fazer nada por ela, é a definição de solidão. É uma situação muito singular de vida e o senso de segurança, normalidade e mesmo de identidade própria é algo que demora muito, se não pra sempre, pra voltar, realmente muito forte.

O livro pode ser considerado estranho, não sei se pq eu estava tão envolta com o q a personagem estava passando psicologicamente não me preocupei com a questão prática, com a parte de mistério do livro, mas à partir de uns 70% eu estava lendo um romance policial com todas aquelas reviravoltas doidas e plotes intrincados, não era o q eu estava esperando mas tb não me incomodou, todavia eu diria q o ponto é que eu ficaria feliz com um final aberto e eu acredito que a maior parte das pessoas não gosta de finais em aberto daí a necessidade da conclusão (mas eu gosto da séria In Treatment, então...).

Eu recomendo e não pelo começo mais desgraçado q conta parte das merdas q ela passou em cativeiro mas pq eu gostei muito da Annie e embora eu não saiba o q ela realmente acabou fazendo da vida dela no final das contas, eu achei muito honesto o relato de como foi estar lá, como ela sobreviveu aquilo durante e estava tentando sobreviver o depois.

domingo, 2 de janeiro de 2011

10 problemas de interação entre eu e homens

1. A maioria, não todos, só a maioria, são idiotas.
2. Os novos são especialmente mais idiotas, os velhos são, bem, velhos.
3. Os bonitos acham que você lhes deve admiração só pq são bonitos e eu discordo da premissa, temos um problema tão de base que é impossível avançar além deste ponto.
4. Os feios são feios e eu sou cética demais pra ficar beijando sapo esperando que ele vire princípe.
5. Os sérios são chatos, os divertidos são divertidos durante 2 hs e não mais que 2 hs. Quem quer viver a vida com uma criança de 10 anos?
6. Os nerds constumam ser inteligentes, divertidos e feios, dados os pontos estabelecidos acima vocês entendem meu problema.
7. Os não nerds costumam ser burros e aí é toda uma outra categoria que eu prefiro nem chegar perto. Quem gosta de gente burra?
8. A maioria dos homens, só a maioria, não todos, preferem suas mulheres dependentes, burras e sensíveis. Eu sou independente, inteligente e sensível, mais uma vez, dado o previamente exposto, vocês entendem o problema.
9. Todos os homens que eu me interesso não estão interessados em mim (sim, são poucos, imagina se seriam mtos depois da lista acima!) ou estão comprometidos.
10. A maioria dos homens q se interessam por mim são velhos, comprometidos ou pros meus padrões feios (feio é forte mas se vc vai dividir o mundo só em 2 categorias seja consistente).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Depois de tanta água hoje nem banho eu vou tomar!

Hoje tive um retorno emocionado do trabalho... Sai eram umas 18:30 (talvez um pouquinho mais), e o mundo estava acabando em água no Brooklin, mas tinha acabado de começar o fim, então eu achei que dava tempo de chegar em casa pra dar tchau pros gatinhos, e sai de lá msm assim. Pensei: "vou pela JK, pq lá nunca enche". Trabalhei no Itaim 7 anos, e posso dizer com segurança que conheço a JK, lá não deveria (palavra chave da sentença!) encher!

Chegando na Funchal comecei a me arrepender de ter saído, eu que odeio limpador de pára-brisa me peguei procurando por uma velocidade a mais! As pessoas andavam amedrontadas na diagonal (o que é particularmente pior do que o normal), e tinha tanta água que dependendo de onde os carros passavam jogavam aquela água que impossibilita totalmente a visão. Tinha carro fazendo conversão proibida, mas eu preferi stick to my plan do que desviar do caminho, ir pra onde os demais estavam indo não parecia particularmente melhor do q pra onde eu estava indo.

Enquanto trafegava pela Funchal msm o medo começou a se estabelecer, eu já tinha sacado que não dava pra dimensionar a profundidade das poças, aquaplanar era o q os carros estavam fazendo 10 minutos, e 10 cms de água antes, e só tinha EU e um táxi atrás de mim, nenhum lugar seguro pra ir. Segui em frente, afinal, a JK era logo ali! Cheguei na JK (ufa! mas nem tanto), chovia muito animalmente, eu que costumo ir rápido estava a 40 por hora (me perguntando se não era muito rápido), com as duas mãos no volante, e tensa.

Comecei a pensar que eu podia ir pro Extra, quando parei no semáforo liguei pra minha mãe pra pedir que verificasse se os túneis não tinham inundado de novo, mas não sem antes tentar abaixar o volume da chuva no botão de volume do rádio do carro. Era MUITA água, e eu comecei a pensar que qq coisa eu podia subir no capô do carro, que eu não podia trocar de marcha no meio das poças, que eu não sabia se meu seguro cobria enchentes, e que processar a prefeitura ia dar um trabalho do cão... Quando chegou no momento que eu poderia desviar pra ir pro Extra, a faixa da direita que me levaria pra lá estava cheia de água, as pessoas fugiam dela!

Antes dos túneis vc pode ir pra muitos lugares, mas nenhum lugar parecia bom, pq eu particularmente prefiro a desgraça que eu já conheço do que começar a desviar, e ir parar onde eu não poderia passar msm. Pensei em entrar na Harley, tinha um lugarzinho mais alto, mas tb era do outro lado da avenida, teria que passar pela faixa alagada, e ver o lugar que "nunca enche" com toda aquela água foi comprimindo o meu peito. Como não tinha muito o que fazer, fui seguindo em frente, se a budega estivesse cheia d'àgua a CET (que estava por lá) não deixaria os carro seguir em frente (assumo). O primeiro túnel estava joinha, aí lá veio o segundo, e segui a msm lógica, se encher o povo que tá na frente descobre (não tinha pra onde correr, desesperador!).

Saindo do segundo túnel (apesar de ser perigoso, a ausência de água faz vc querer total ficar lá embaixo!), liguei pra minha mãe, só q nesse exato instante estou passando por baixo de uma das pontes da Senna Madureira e vejo que se formou um rio no lugar onde antes existia asfalto, por um rabo desgraçado meu pedaço de asfalto tinha menos água. Já estava mais calma pq estava perto de casa, e pq estava subindo ladeira acima, e a água gosta de ir pra baixo, logo alto é bom! Mais algumas viradas quase subaquáticas e chego no yôga, que medo do caralho, pensei horrores em como o tiozinho da van do estacionamento estava certo, e em como eu deveria ter ficado no trabalho...

Em especial fiquei com medo pq eu em geral não fico com medo, não com aquela apreensão no peito que foi subindo, e subindo... e se eu estava com medo, então era pq era pra estar com medo msm.

É rafting em SP agora é de graça!

Agora deixa eu ir lá pro carro que eu deixei meu filho e meu cachorro lá

Estava eu tomando um café com leite honesto numa padoca este sábado de manhã, a padoca tem uma mesa coletiva. Sentei e enquanto esperava/comia dois casais conversavam, me introduzi na conversa, pouco, mas estava de ouvido, ali meio que todo mundo ouve todo mundo mesmo, e estava tudo bem, amenidades entre estranhos... Um dos casais termina, o marido se dirige pro caixa, a esposa que havia ficado para trás começa a levantar, sorri (aquele sorriso educado que a civilidade, e a troca de amenidades exigem), e diz: "Agora deixa eu ir lá pro carro que eu deixei meu filho e meu cachorro lá."

Quando ela disse isso, eu dei um sorriso maior, do tipo "boa, piada engraçada", mas a mulher não entendeu o meu sorriso (vc troca olhares e todos percebem que não estão se entendendo), e complementou com alguma coisa sobre "...você sabe como é..." (parei de ouvir), e foi embora! Meu queixo despencou, ela estava falando SÉRIO!

Fiquei desacreditada.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quotes perfeitas de Grey's Anatomy

Ontem eu assiti Blink, o episódio 11 da 6° temporada de Grey's Anatomy, e rolei na cama de rir com o discurso da Bailey (recém divorciada) pro fulano que estavam tentando armar pra ela:

I’m in the middle of a divorce. People call me the Nazi, and it’s not because of my ice blue eyes. I spend 12 hours a day carving people up, and I like it. I have a child, and I have no room for casual anything. I’m angry all of the time and deeply confused because a lot of people in my life have let me down recently. One of them was me. It’s devastating, but not completely, because it turns out I like sleeping crosswise in the bed and not having to shave my legs. … you want lunch or you want to show me the scan?


Tirando o lance da criança eu seriamente me identifico com o resto :P. E ontem GA estava fenomenal de quotes, pq na sequência vem o Alex mencionando o casamento da Meredith com o Derek (eles se casaram usando um post it no on call room):

Turns out your stupid Post-It is 10 times the marriage my church wedding ever got me. I'm moving on.


Que basicamente resume minha opinião sobre a pompa de casamentos em igrejas...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Filmes, filmes, e mais filmes

Como as séries entram de "férias" entre o Natal e a virada eu aluguei filmes! Muitos deles, eu vi:
1. Trama Internacional - animal, as pessoas devem ver!
2. Uma prova de amor - Escrito, escalado, filmado, montado, e empacotado, de forma tal que você acabe o filme desidratado, e pra mim funcionou HORRORES. Fenomenal se vc estiver no moody de chorar, e não quer ter que dar maiores explicações :P
3. Duplicidade - divertidíssimo, eu acho que todos devem ver :)
4. A proposta - sessão da tarde com pipoca e guaraná, entrega o que promete, que é basicamente te ocupar por 2 hs.
5. Surpresas do Amor - blá
6. Inimigos Públicos - animal, triste, e as pessoas devem ver!
7. Intrigas de Estado - animal, as pessoas devem ver!
8. O Exterminador do Futuro - A Salvação - Filmes com robôs, e com o Christian Bale são legais, fora que a cena com a imitação do Schwarzenegger não tem preço.
9. Jogando com prazer - Pq uma mulher merece toda nudez do Ashton Kutcher que ela conseguir
10. Pagando bem que mal tem - Gosto do ator, mas já sabia que o filme seria nhé
11. Milk - eu curto filmes com pessoas com ideais... eles me empolgam, me entristecem, me envolvem, me fazem pensar... mas isso sou eu. Vale mencionar o EXTRAORDINÁRIO trabalho do Sean Penn.
12. Por Amor - soco no estômago, e pq uma mulher precisar conseguir justificar que o Ashton Kutcher não é só absurdamente absurdo, ele tb é um bom ator :)
13. Veronika decide morrer - blá e chato
14. A vida secreta das abelhas - bonitinho, meiguinho, mega boga menininha, entrega o q promete q é uma história bonitinha, de um tempo difícil, com uma lição maior por trás. Curiosíssimo ver a Dakota Fanning crescendo, e obviamente eu ficando velha;
15. Minhas Adoráveis Ex-namoradas - blá
16. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - fonte de inspiração
17. Gone Baby Gone - não lembro o nome em português, mas fiquei impressionada pq ele é dirigido pelo Ben Afleck, e em geral a gente não dá nada por ele atuando, imagina dirigindo. Curti. Bom roteiro, bons atores, boa história, com um twist q dá pra pegar, mas não estraga o filme (isso fui eu que fiz agora contando :P)

Depois comento os: animais, e divertidíssimos. Os demais estão aí. Os sem link, simplesmente não valem a pena.

É, eu gosto de filmes...

Razões pelas quais 2010 via ser MUITO melhor que 2009

1. 2009 não foi lá tão bom assim, então não dá exatamente pra dizer que a competição será difícil :) hahahahaha comecei bem
2. 2009 foi um ano de sofrimento, angustia, e aprendizado, muito aprendizado, mas daquele que só a vida, o tabefe, e se f*der te ensinam, tem como, mas não me parece o caminho que 2010 pretende seguir;
3. Tenho excelentes perspectivas no trabalho, gosto do quê eu faço, e do lugar, e pessoas com as quais eu trabalho. Todos são gentis, solicitos, tem seus defeitos, mas é um ambiente no qual existe muito mais espaço pra diálogo do que em muitos lugares nos quais eu já trabalhei, e apesar de ser um banco inglês, e as coisas serem meio sérias, o ambiente é de desenvolvimento pessoal honesto, eles te falam o problema, te ajudam a resolver, te dão uma chance, e um caminho.
4. Consegui descansar do stress que foi o 2° semestre com o TCC, e o curso do PMI, agora vou conseguir sentar, estudar, e no 2° final-de-semana de fevereiro vou tirar minha certificação.
5. Em julho eu me formo, sim, senhoras e senhores, eu vou ganhar direito de ter cela especial caso um dia eu ganhe cojones pra cometer qualquer tipo de crime :P
6. Eu pretendo sair muito mais, muito, muito mais! Meus amigos mais do que me provaram que estão lá pra mim, eu só preciso lembrar que eu NUNCA vou encher o saco por que eu sou sempre mega boga legal :)
7. Vou sofrer renegociando dívidas, mas pretendo entrar nos meus "enta" com a minha vida financeira a caminho da paz;
8. Vou ganhar paz de espírito por que vou acabar com os meus problemas de dinheiro!
9. Vou começar minha pós-graduação (tenho que ganhar todo tempo que eu puder, e não sinto a menor vontade de parar estudar);
10. Já tenho por certo em minha mente que até 2012 eu vou estar dando entrada num ap pra chamar de meu, e vou mandar o proprietário dessa budega pra pqp, e vou rogar uma praga tão forte que esse homem vai sentir saudades minhas, e me mandar cartão de natal até o fim dos seus dias!
11. Eu faço 30, e supostamente entro no meu auge sexual...
12. Eu espero mudar a medicação da minha pso, e quem sabe esse ano ainda usar uma saia;

Eu só tenho boas perspectivas em vista, e eu não sou uma pessoa otimista, ou esperançosa, muito pelo contrário, para muitos sou pessimista, mas acima de tudo em 2009 eu aprendi que eu me saio bem no meio da merda, e 2007/2008 me ensinaram que eu sobrevivo a qualquer coisa. Agora preciso aprender a manter a mesma garra, força, e determinação em meio as coisas boas.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Por que às vezes Grey's Anatomy irrita

Estava eu assistindo a reprise de um episódio de Grey's Anatomy quando o Derek vira pra Meredith e diz:


Derek: I want to marry you. I want to have kids with you. I want to build us a house. I want to settle down and grow old with you. I want to die when I'm 110 years old, in your arms. I don't want 48 uninterrupted hours. I want a lifetime.


E a besta fica com cara de ponto e vírgula! Toda mulher passa a vida querendo ouvir isso nessa intensidade, com esse desejo, querendo ser a escolhida daquele homem com o qual ela não vive sem, e quando ela escuta, ela corre... Irrita!

Um crime americano

Não importa quantas histórias eu escute, leia, ou até mesmo eventualmente um dia venha a presenciar (não anseio de forma alguma por isso), pra mim de todas as demências humanas as coletivas são as mais difíceis de compreender. Não, por exemplo, o que aconteceu contra os pagãos,  é mais fácil odiar, ou torturar toda uma categoria, você desumaniza os indivíduos, no entanto aquelas que envolvem diversos monstros reunidos na tortura sem fim, e indescritível de uma menina por meses, simplesmente não entra na minha cabeça. Reside naquele pedaço do mundo que parece de mentira, eu vejo as imagens, leio as palavras, mas elas sempre soam como coisas de algum outro mundo, outro lugar distante daqui. 

O filme que dá título a esse post é leve em comparação ao que eu li no wikipedia, não me deixou chocada, mas sempre me traz uma GIGANTESCA pausa pensar, como NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM, em 10 ou 20 pessoas de uma escola, família, bairro, se envolvem num processo de tortura tão longo, e em NENHUM momento NINGUÉM sentiu na alma como aquilo era tão PROFUNDA, e indescritivelmente errado, como NINGUÉM fez UMA ligação anônima para a polícia. Não existe medo que supere o horror de presenciar um centésimo do que ocorreu com essa menina para justificar qualquer tipo de cumplicidade ou passividade. No entanto, saber que existem grupos de pessoas que podem fazer isso sem maiores problemas, ou o mais pálido sentimento de culpa ou dor na consciência não me assusta. Me aterroriza. 

sábado, 15 de novembro de 2008

Namorado de aluguel

Todo esse meu mutismo repentino me fez pensar que deveria existir um serviço de namorado de aluguel. Alguém que viesse dormir (de dormir mesmo) com vc, fazer carinho enquanto vocês assistem TV, vai alugar os filmes que vc está passada demais pra alugar, e faz todas as outras coisas que vc precisa fazer mas não pode pq não pode falar, mal pode se mexer (se mexer tb pode fazer vc tossir, sério dá medo até de mudar de posição no sofá).


Eu sinto falta de cia, mas aquela cia que toma conta de vc... Queria um namorado pelo menos só até segunda... 

Mundo de silêncio

Amanhã completo uma semana com uma infecção na garganta. Ontem, depois de quase morrer a semana inteira voltei ao médico pra pegar o segundo round de medicação. Comigo, graças ao remicade nada morre muito fácil, na verdade é mais fácil me levarem junto do que morrerem por conta.

O lance é que depois de um ataque de tosse sem precedentes em toda a minha vida, inalação, chapa do pulmão, e piti pq deixaram uma vaca passar na minha frente (sim, piti em hospital sem conseguir falar, a cada palavra eu tossia tanto que acharam que eu ia cair dura, até faltava ar), o resultado é que eu tinha a mesmíssima merda de quando quando havia passado por lá na terça uma fucking infecção na garganta. Acho que a questão toda foi, que além de ter a baixa resistência imunológica, a louca que vós escreve só não foi trabalhar na quinta, e sob sérias ameaças dos companheiros de trabalho que efetivamente me trouxeram pra casa na quarta (de novo, tossia tanto que não achei que fosse conseguir dirigir).

O título do post é por que ontem o médico basicamente me disse o q eu já havia reparado: pra melhorar eu preciso PARAR de falar at all, só o mínimo necessário pra existir. E mesmo morando sozinha isso torna o mundo estranhamente silencioso, solitário eu diria. No meu caso é um pouco diferente pq como eu tenho os gatinhos quando estou em casa eu os chamo, converso com eles (converso mesmo tá), xingo, dou bronca, e do jeito que eu estou, eu sequer concebo emitir sons. Mesmo quando eu tento, eles são guturais, ininteligíveis, e potencialmente letais (a tosse fica ali, lurking). Logo, parece que o mundo perdeu um pouco dos seus sons, não sei explicar, as coisas estão estanhas, e tristemente silenciosas... Não posso fazer carinho no Humbertinho, e chamá-lo de bolinha sete (ele foi o sétimo), não posso chamar a Fabi pra comer, conversar com a Panquequinha quando ela fica dando miadinhos pra mim, atender ao telefone... Na verdade se eu topar o pé numa quina eu tenho considerável confiança de que não vai sair som algum... Silêncio.

Com isso eu tb descobri que dependo horrores de falar pra executar meu trabalho, o final-de-semana foi o momento pra efetivamente calar a boca, e ver se melhoro... O que eu REALMENTE espero q aconteça pq de ontem pra hj não consegui dormir de tanto que eu tossia :(

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

MC Hammer - Can't touch this

Quem conhece a Indianópolis sabe, quem não conhece fica sabendo. À noite aquilo ali fica APINHADO de senhouras, e senhores (com seios) de família, em cada esquina pelo menos uns 2. 


Isso pra mim é completamente irrelevante, podendo na verdade por vezes ser inusitado e/ou engraçado. Prova disso é que estava eu voltando do Krav Magá, ouvindo a música brega e velha do título, quando vejo duas delas dançando numa esquina, o surreal foi que os passinhos combinavam perfeitamente com a música de dentro do carro. A sincrônia foi absolutamente hilária e brilhante!

Voltei rindo. 

domingo, 2 de novembro de 2008

O que faz uma pessoa feliz

Recebi uma proposta séria, de amigos meus que trabalham com ilustração, cinema e fotos, de fazer um ensaio sensual (ou seja, pelada mas sem mostrar determinadas partes, ou seja, só vou pagar peitinho basicamente)  que podem vir a integrar um livro de poemas eróticos. Muito legal. As fotos antes de irem pro livro serão transformadas em pinturas, e vai ter fotinho s&m e td o mais. É só uma possibilidade que tem que ver como fica, mas eu já fiquei MEGA feliz com a oferta, e a proposta da coisa.


Ficar brincando, assumindo personagens, maquiada, produzida e posando pra fotos!

O que mais uma leonina podia querer?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Situação Santo André" motivo de vergonha, choque e medo

Ao mesmo tempo me assusta, e me abisma o tamanho da incompetência dos responsáveis pela nossa segurança (sejam eles quem forem!).


Não tem uma alma viva que não esteja sabendo do caso do ex-namorado doido que manteve refém a ex-namorada por 5 dia, ou 100 hs, ou simplesmente MUITO tempo. 

Quando li essa manhã que a polícia mandou uma vítima de volta pra dentro do cativeiro eu JURO que achei que o texto da Folha estava errado! Eu li, ignorei, continuei lendo, e quando fui comentar do caso com outra pessoa do trabalho que mencionou o lance de mandarem a amiga de volta fiquei pasma. Tem coisas nessa vida que são clara, obvia, evidente, pura e simplesmente as idéias mais cretinas que uma pessoa pode ter, no entanto o que sempre me impressiona não é que UMA pessoa tenha uma idéia cretina demais pra ser concebida, mas que outras ao redor dela efetivamente concordem com a idéia cretina, e a coloquem em prática. Pra mim não sobra um puto dos que estavam lá que não deveria ser demitido, e se bobear mandado pra cadeia por expor uma inocente a uma situação de risco, além de pura e simples incompetência. 

Claro, se o insano que já está trancado lá faz 4 dias PROMETEU que não vai fazer a amiga refém novamente por que NÃO acreditar nele? Certo?

Tipo, é a idéia mais genial do mundo mandar uma menina de 15 anos de volta pra uma situação dessas, pra negociar com um louco. Quem faz uma merda dessa? Quem entrega mais material pra barganha, ou mais vítimas pra um doido? Não é questão de treinamento isso é bom-senso, do tipo mais BÁSICO que existe.

Nós temos uma estrutura tão precária assim que não temos um atirador de longa distância pra um caso como esse? Um negociador profissional? Uma equipe de invasão decente em TODO o Brasil pra entrar num ap, e sair com as vítimas ilesas, e o criminoso preso?

Esse doido deu até entrevista pra imprensa! Eles tiveram mais do que uma chance de dar um tiro certo no meio das idéias do infeliz e acabar com o circo. Não que essa seja minha preferência pra resolver situações como essas, mas todo mundo sabe que negociar, ou invadir eram coisas muito mais complicadas, ou arriscadas (nessa ordem), sendo assim, na falta de uma competência, utiliza-se da outra. Entretanto, aparentemente, não possuímos nenhuma.

Eu, desde o segundo dia, achei que isso ia acabar em assassinato-suicídio, ou numa ação deplorável por parte da polícia onde o doido acaba misteriosamente morto no caminho pra delegacia, e as vítimas mortas no meio da "operação". Nesse caso é até triste estar certa, pode ter sido só em 50% da minha 2ª possibilidade, mas foram os piores 50% imagináveis.

Nesse país você só conta com Deus (se acreditar), ou com a sorte (idem). Como eu não conto com nenhum dos dois, e sim com os fatos, se eu fosse essa menina tinha tentado minha sorte por conta própria desde o início... Morta por morta poderiam ter sido 5 dias a menos de sabe-se lá qual tipo de tratamento/tortura.

É assustador.

Minha pequena idosinha

A Fabi está doente, bastante. Ela já tem 15 anos indo pros 16. Desde abril estou tomando decisões dificeis, chegou no ponto onde você começa a ter que avaliar até onde ir, até onde perturbar, até onde exames, e visitas ao veterinário só pioram o resto do tempo que eu vou ter aqui com ela, mais triste que isso, como eu vou sentar e assistir ela morrer?


Que horas eu vou ter que dar um basta? 

Como alguém decide isso?

Alguém poderia dizer que eu devia estar preparada, mas não existe como se preparar pra isso. O sentimento de culpa é tão grande, será que minha decisão vai ser por ela ou por mim? Por que eu não aguento mais ver ela quase ir. Cada momento a mais é uma benção, mas cada susto quase me leva junto, eu acho que eu precisava ser mais forte, mais decidida, ou alguma coisa que eu não sou. Eu queria não chorar tanto, e aproveitar ela aqui comigo mais, mas eu não quero desistir dela, fazer isso me parece me conformar que ela está indo, e eu não quero que ela vá, mas quando é a hora de assumir que é uma luta perdida? Eu não sei perder batalhas, eu não sei desistir ou não ter controle. Tudo isso normalmente já é terrível, quando se trata da vida de uma das coisinhas mais linda do mundo fica tão absolutamente impossível tomar decisões, todas elas soam erradas. 

Meu coração está destruído, parece que passaram ele por um moedor de carne. Eu sei que eu tenho mais um tempo de dor, e aflição imediatos pra enfrentar, meu problema é: como aguentar?

Minha cabeça dói de tanto que eu choro.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Reticências

Eu amo o cheiro de chuva.


Eu acho que eu ando me sentindo muito sozinha, é estranho me sentir assim tão sozinha...